Transcendendo as barreiras na música clássica

Aqueles que possuem ouvidos atentos e olhares curiosos para os novos rumos da música clássica e contemporânea terão a chance de participar de um universo diferenciado, onde as ondas sonoras parecem vibrar em uma dimensão à frente.  A partir de 20 de janeiro de 2018, o Auditório Oito receberá a quarta edição do Festival Rc4, evento internacional que apresentará ao público carioca o que há de mais significativo na interação entre a música clássica e as novas tendências tecnológicas e performáticas pelo mundo. 

Em 2018, o curador Claudio Dauelsberg propõe ampliar os pontos de contato com o público. Assim, os shows – antes restritos ao teatro do Oi Futuro Ipanema – ganharão outros espaços na cidade, como o Boulevard Olímpico e a Aúdio Rebel. Além disso, outra novidade da edição são as palestras, que ajudarão a guiar o público pelo universo da música erudita contemporânea. O Rc4 acontecerá nos dias 20, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 de janeiro de 2018, com produção da Dell’Arte Soluções Culturais.

Nesta edição, o festival traz ao Rio de Janeiro o grupo original de Santos Orquestra na Rua, que ocupa as ruas levando a música erudita à população – e esta apresentação será especial, fora do ambiente de teatro, no Boulevard Olímpico. “Decidimos este ano tirar a orquestra do teatro e levá-la até o público, informalmente, proporcionando uma experiência integrativa e interativa. A inclusão, neste caso, é o elemento da arte”, explica Claudio Dauelsberg. Também estarão presentes, na programação do Oi Futuro Ipanema: o jovem quarteto de cordas alemão Vision String Quartet, conhecido por sua sede por novidades e a inserção delas no tradicional mundo da música erudita; o pianista alemão Ralf Schmid, célebre por suas experiências sensoriais e pelas novas possibilidades que ele traz de interação entre os movimentos e os sons; a cantora francesa Camille Bertault, que se lançou em carreira artística a partir de vídeos que viralizaram na internet, nos quais ela interpretava grandes nomes do jazz; e o grupo carioca de música de câmara contemporânea ABSTRAI ensemble, que trabalha primordialmente com composições de músicos brasileiros e estrangeiros ainda vivos.

“Estamos vivendo um momento singular no qual as experimentações na música e na tecnologia são infinitas, e estes avanços podem se integrar a causas como inclusão social e digital. A vocação cultural de nosso país é tão rica que certamente poderia gerar uma pioneira e grande transformação social”, sintetiza Claudio Dauelsberg. Além das apresentações, o Rc4 2018 também promove um dia de palestras, o Rc4 Talks, com Andreia Gomide (Instituto Ekloos), Etiene Abelin (Music Animation Machine), Marcela Sabino (Museu do Amanhã) e Ralf Schmid. O objetivo é abrir um diálogo consolidado entre a ciência e a arte com palestras ligadas a inovação, artes integradas e social. “A arte pode tirar um proveito incrível para desenvolver suas inventividades, utilizando toda a força das diversas mídias de comunicação e interatividades não para mudar o mundo, mas para transformar nossa percepção de vê-lo com mais poesia. O Rc4 visa contribuir nessa construção”, conclui Dauelsberg, que é pianista, arranjador, compositor, educador, produtor musical e integrante do grupo PianOrquestra, e também será um dos palestrantes do Rc4 Talks.